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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Review do primeiro álbum do Superstitious




Enfim, terminamos.


O Superstitious vai lançar seu álbum de estréia dia 13/03/2011 com download completo no site oficial, www.superstitious.com.br


Foi um longo período de trabalho e nada é melhor do que ver tudo pronto. Algo que um dia foi apenas uma idéia se concretizou e isso por si só, já é uma grande vitória!


Vou comentar sobre as músicas:


Inside Our Hearts - Essa foi uma das primeiras músicas do Superstitious. E foi a música que nos fez perceber que estávamos no caminho certo. Rodrigo trouxe o instrumental e eu coloquei a letra e melodia de voz. Eureka! Uma verdadeira reação química que deu muito certo. Repetimos esse esquema de composição em várias outras músicas. Adoro a introdução de guitarra e a estrutura da música valoriza todos os intrumentos. É realmente nosso cartão de visitas. 


Living My Dreams - Quando levei essa música aos caras, eles curtiram muito! Penso nela como um som tipicamente radiofônico, que pode agradar até quem não costuma ouvir rock. O que eu mais gosto dela é o refrão e a melodia de teclado. Muito legal de tocar ao vivo, apesar de ser uma das mais difíceis de cantar.


What I Feel For You - Nossa "love ballad"! Foi uma das últimas a serem compostas para o disco, e é simplesmente sensacional. É uma das minhas preferidas porque é a típica balada "power", com uma aura otimista e com bastante energia. Serve tanto pra ouvir no carro, pegando a estrada, como para ouvir com sua   "tampa de panela" hehe


Shining On Me - Essa tem um refrão totalmente chiclete, o que é algo que sempre me agrada. Gosto muito dela pelo seu andamento cadenciado e estrutura. Ela é bem no estilo AOR, com uma pegada atual. Tem "backing vocals" bastante trabalhados e vai ser um belo desafio executá-la ao vivo.


Standing By Your Side - Nesta música colocamos bastante elementos do Pop e misturamos com o Hard. O resultado não poderia soar melhor. O entrosamento entre guitarras e teclados está sensacional. O rife principal de guitarra é simples, porém marcante. Bastante direta, tem um dos melhores solos de guitarra do disco na minha opinião.


Don't Give It Up - Essa é a nossa música mais densa se você pensar na letra e na forma como o som é executado. Claro que uma música sobre tentativa de suicídio não poderia soar completamente feliz o tempo todo. Mas mesmo assim, ela é bastante otimista pois a letra acaba abordando um outro ponto de vista sobre a temática. O instrumental é uma porrada, com destaque para o Flávio na batera.


Shelter - Essa tem a cara do Rodrigo. Uma introdução de guitarra matadora e uma linha de baixo sensacional do Daniel caracterizam essa música. Gosto do fato de ela ter dois refrões, isso agrega muito valor à faixa. Trabalhei muitos vocais oitavados nesta música, dá um efeito muito legal. Uma das nossas músicas mais marcantes, acho que vai ser um dos destaques do CD.


Not Alone - Essa música entrou na última hora no tracklist do álbum. Inicialmente ela não ia entrar, mas percebemos a besteira que faríamos, a tempo. Ela começa com uma linha de teclado muito bem executada pelo Lael e a banda inteira vai aparecendo gradativamente. Me lembra muito as músicas das bandas de rock progressivo dos anos 70, mas sem toda aquela viagem que às vezes parecia interminável.


Sweet Angel - Gosto muito da introdução desta música. Tudo casa perfeitamente. Acho que é uma das nossas músicas mais fortes. Mais cadenciada e no estilo AOR, tem um refrão bem trabalhado e as guitarras intercaladas no início marcam a levada. Funciona muito bem ao vivo e acredito que ela vai chamar muita atenção.


Win Or Wall - Nossa música mais veloz. A banda está sensacional aqui, com todo mundo tinindo na execução de seus instrumentos. Tem um rife de guitarra bem característico e a letra versa sobre corrida de carros. Essa vai agitar muito ao vivo, com toda a certeza.


Sabrina - Música que surgiu a partir de uma letra do Flávio, é uma balada sem guitarras distorcidas e com belas linhas de violão. Perfeita para uma apresentação acústica, este é um som que mostra um outro lado nosso. Gosto muito dela por se diferenciar bastante das demais, com sua levada mais suave.


Devil Inside - Rock'n Roll puro. Esta é nossa homenagem ao rock em sua essência. Música feita para festejar e tomar cerveja. Espetacular solo de guitarra em um momento da música que ela se transforma em algo exremamente calmo, para voltar depois o refrão endiabrado. Uma das minhas favoritas.


Let It Rain - Uma das primeiras composições do Superstitious. Tem um rife de guitarra bastante pesado e as linhas de teclado são intensas. Presença constante nos shows, aqui a gente misturou elementos do Metal com o Hard. Gosto demais do refrão, acho um dos melhores que a gente compôs. Final perfeito pra este álbum.


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Então galera, não esqueçam: dia 13 de Março façam o download do álbum do Superstitious acima resenhado. Queremos que vocês curtam ouvi-lo o tanto quanto nós curtimos fazê-lo. 
Fiquem ligados!

domingo, 23 de janeiro de 2011

The Best Maiden em Curitiba - considerações

Sexta-feira agora, dia 21, fizemos o tão aguardado show do The Best Maiden em Curitiba, no Crossroads.

Foi simplesmente memorável.

Todo o esquema e logística que envolve um show em outro estado acaba imprimindo um alto grau de tensão na equipe envolvida. Muitas horas de viagem, preocupação com horário e diversos fatores que vão além da música em si poderiam teoricamente atrapalhar a performance da banda.

Mas a verdade é que, no momento em que estamos no palco, a gente percebe que todo o esforço valeu a pena.

Ver a galera curitibana de forma insana cantando as músicas e participando ativamente do show é a melhor recompensa que poderíamos ter.

O palco pequeno do Crossroads pareceu aumentar ao longo do show. Incrível como tudo depende do público.

Quanto à banda, percebo que estamos cada vez melhores e mais entrosados. Estamos começando a ter aquela coisa de um olhar pro outro e isso ser o bastante pra saber o que precisamos fazer.

Foi um dos melhores shows do The Best até agora. Estamos no caminho certo para fazer a homenagem perfeita à Donzela de Ferro. 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Sindicato dos metaleiros nacionais

Nesta última semana tem ganhado uma certa repercussão no meio rocker, não sei ainda se a nível regional ou nacional, o desabafo público do vocalista Thiago Bianchi (Shaman e Karma).

Segue o dito cujo: http://whiplash.net/materias/news_857/119453-shaman.html

Pela repercussão que a carta aberta conseguiu, até parece que foi dito alguma novidade.

É o mesmo chororô que eu ouço há anos pela maioria do pessoal do meio.

E é claro, o press-release contém também a coisa mais estúpida que inventaram, desde que começaram a tocar pesado no Brasil: a apologia à tal da "União do Metal Nacional".

Sempre que ouço isso eu vejo a imagem de um metalúrgico ou bancário defendendo a "classe" em alguma assembléia grevista.

Música não é política. Vai fazer o que? Juntar todas as bandas, se unir, e obrigar o público a gostar das mesmas, na base da persuasão? Isso não faz sentido.

Claro que eu não defendo a filha-da-putagem entre as bandas. Passar a perna no outro, em qualquer área, é coisa de fracassado.

Mas sem essa de "vamos dar as mãos e nos unir contra o monstro feio da mídia que não nos dá espaço SÓ PORQUE NINGUÉM QUER NOS OUVIR."

Tá na hora de as bandas pararem de olhar para o próprio rei na barriga e começarem a pensar no que o público realmente quer. 

Falando em metal nacional, o que eu vejo é um monte de banda que mistura Angra com Dream Theater e acha que o público vai digerir isso tranquilamente, só porque é tecnicamente avançado.

Como um cara como o Thiago Bianchi que faz um som como o do Karma, pode reclamar de falta de espaço na grande mídia? Aquilo é muito chato de ouvir!

É preciso escolher. Ou eu toco música auto-indulgente, para o meu próprio prazer, ou eu toco música comercialmente viável, que possa atingir o máximo de pessoas possível.

E se eu também curtir o comercialmente viável, melhor ainda!

Poxa, até os caras super técnicos da música mundial só apareceram mesmo quando fizeram música para as massas. Vide o Steve Vai e a sua "For the Love of God", Rush com "Closer to the Heart", "Tom Sawyer" e Metallica com o "Black Album" inteiro!

E o pior de tudo é o Thiago Bianchi convocando todos a "fazerem alguma coisa pelo metal", sendo que o "fazer alguma coisa pelo metal" é ficar pedindo para as rádios e TVs que toquem metal nacional.

Porque eu deveria fazer isso? Isso parece coisa de Criança Esperança. "Faça caridade para o metal nacional".

Eu posso até ouvir o Didi Mocó dizendo isso.

Se eu ligar para uma rádio para pedir uma música, vai ser para pedir uma música que eu gosto. E não porque é metal nacional.

É a eterna "síndrome do coitadinho", típica da maioria dos brasileiros. "Poxa, larguei tudo pra viver de música e buá, buá...." E o cara que largou tudo pra abrir um negócio e trabalha dia e noite pra sobreviver, sem reclamar?

Sou a favor de esquecerem o termo "Metal Nacional" e começarem a se preocupar com a música e seu público. Só. Pois nesse meio as duas únicas coisas que importam são: a MÚSICA e a PESSOA que vai ouvi-la.

Simples? Pois é. Mas como tem gente que adora complicar.....