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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Friday Fight: Axl Rose x Sebastian Bach

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No Friday Fight de hoje, dois dos maiores vocalistas do Hard Rock que surgiram ao mundo no final dos anos 80. 

Axl Rose e Sebastian Bach, fizeram história respectivamente com as bandas Guns'n Roses e Skid Row, já no final da febre do estilo pelo mundo, um pouco antes do surgimento do Grunge.

Axl tinha um estilo explosivo no palco, imortalizou um jeito de dançar e cantar   único. Criou um tipo de performance tão própria, que até hoje não é possível encontrar vocalistas parecidos.

Tecnicamente, eu me pergunto até hoje como ele passou tanto tempo em turnê cantando daquela forma aguda e rasgada. A maioria dos vocalistas não aguentariam um show sequer cantando desta forma.

Claro que esse jeito de cantar cobrou seu preço e hoje a voz de Axl não é mais 20% do que era.

Axl também sempre foi uma figura muito polêmica, e nunca levava desaforo pra casa. 

Incontáveis shows foram cancelados ou acabaram em confusão por diversos motivos: ou alguém havia "olhado torto" pra ele, ou alguma discussão de camarim, ou qualquer outro motivo que bastasse para o curto pavio do vocalista.

Imortalizou hinos como Welcome to the Jungle, Sweet Child O' Mine, November Rain e Patience.

Sebastian Bach alcançou grande sucesso com o Skid Row.

Gravou "Slave to the Grind", o primeiro álbum de "metal" a estrear no primeiro lugar da Billboard.

Assim como Axl, possuía um estilo bem enérgico no palco, apesar de não apresentar aspectos tão particulares como o vocalista do Guns.

Por outro lado, sua voz era sensacional. Vocalista completo tecnicamente, cantava extremamente bem tanto baladas como músicas pesadas.

Simplesmente não havia limites para Sebastian. A variação vocal de uma música como Wasted Time, por exemplo, é algo digno de estudo científico.

Gravou clássicos do rock como 18 & Life, I Remember You e mantem uma carreira solo de moderado sucesso até hoje.

Combatentes apresentados, é hora de levantar a mão do vencedor.

E quem leva o Friday Fight de hoje é o Mr. Sebatian Bach, com louvores, diga-se.

Apesar de o Guns'n Roses ter alcançado sucesso muito maior do que o Skid Row, Bach me agrada mais como vocalista.

O cara, com toda sua versatilidade, daria certo em qualquer banda, diferentemente de Axl.

Sua relação com os fãs também sempre foi muito mais saudável do que a de Axl. Pessoalmente, eu já vi os dois ao vivo, e a identificação com o público é muito maior com Sebastian.

É um cara que canta sorrindo pra platéia e faz questão de que todos participem de seu show. É como se fosse um amigo seu ali no palco te chamando pra cantar junto.

Vejo em Axl um vocalista muito mais autocentrado e é incrível como ele sempre faz parecer que está fazendo um favor ao público por estar cantando.

Curto muito a carreira do Guns, fizeram músicas sensacionais, mas em se tratando de vocalista, no Friday Fight de hoje quem leva o cinturão é Sebastian Bach, com todos os méritos!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Kiss Rock'n Roll & Entertainment Ltda


O Kiss soltou (ou soltaram) a música Hell or Hallelujah, primeiro single do vindouro álbum "Monster", que será lançado em Outubro deste ano.

Com esse aperitivo, dá pra ver que farão o que sabem melhor: detonar e pronto!

Nada menos do que o esperado vindo do Kiss a essa altura do campeonato. Rock'n Roll na medida que os fãs querem, sem muitas ousadias e desejos de reinventar a roda.

É o som seguro e certeiro que os tornaram verdadeiros monstros do Rock.

Claro, como reis do show-business, sabem que o negócio é bom quando o lucro é certo.

Sendo assim, estando bom para ambos os lados, que venha mais um grande álbum do Kiss!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Friday Fight: Paul Di'Anno x Blaze Bayley



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No ringue hoje, dois vocalistas emblemáticos na história do Heavy Metal e mais especificamente da banda inglesa Iron Maiden.

Se não fosse por esses dois caras, ia faltar muito assunto nas rodinhas de discussão sobre Maiden. Incrível a quantidade de controvérsia causada pelas duas figuras.

Di'Anno é oficialmente o primeiro vocalista da donzela, embora a banda tenha tido alguns outros desde sua fundação em 1975. Mas o que vale é quem gravou o primeiro álbum.

Com energia fenomenal no palco, Paul era completamente visceral e cru. Tinha uma veia punk, algo que ele cultiva até hoje, e se encaixava perfeitamente ao som do Iron em seus primórdios.

Hoje em dia, vive basicamente do passado, com shows regados de clássicos do Maiden da sua época.

Blaze Bayley foi o vocalista a quem foi passada a ingrata tarefa de substituir Bruce Dickinson, cantor da época áurea da banda.

Assumiu a bronca e gravou os discos X Factor e Virtual XI, com boas músicas mas sem a unanimidade dos fãs.

Blaze, tecnicamente era melhor que Di'Anno, embora não tivesse tanta presença de palco como ele.

Após sair da banda em 1999, seguiu com uma bela sequência de álbuns solos, muito superiores a qualquer coisa criada por D'ianno em sua carreira pós Maiden.

Em comum, ambos carregam o fardo de serem ex-Iron Maiden, e nunca vão se livrar das comparações entre si e com Bruce.

Está na hora de decidir o vencedor, portanto, quem leva o Friday Fight de hoje é o Mr. Paul Di'anno e toda sua atitude rock'n roll.

O cara esteve no embrião de uma das maiores lendas do Heavy Metal e fazia por merecer o posto de frontman no início dos anos 80 com sua postura ativa em cima dos palcos e vocais rasgados. 

Blaze fez o que pôde, com uma força de vontade incrível nos shows, mas não se encaixou devidamente. Basta ouvir seus álbuns solos pra constatar que ele é um excelente vocalista, mas em músicas feitas exatamente pra ele. As músicas que gravou com o Maiden nunca viraram clássicos a altura de Phantom of the Opera e Wrathchild.

Portanto, Paul Di'Anno é o vencedor do Friday Fight de hoje, e ainda bem que isso não é Fórmula Indy, senão Paul ia ter que beber leite, coitado...


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Europe no Brasil


Dia 23 de Setembro a banda sueca Europe volta novamente ao Brasil, agora pela turnê de divulgação do CD "Bag of Bones"

A julgar pelo show que fizeram ano passado em São Paulo, esse retorno promete. Estive lá, e a banda é sensacional ao vivo.

Apesar de ser conhecida pelo hit oitentista The Final Countdown, o Europe soube manter-se na ativa sem tornar-se um tributo a si mesmo, como acontece com muitas bandas que explodiram no passado.

O novo álbum é uma pedrada de muito bom gosto, que não se prende à sonoridade antiga, e sim aponta para o futuro.

Os caras vêm pra São Paulo mostrar o novo material e relembrar os clássicos e eu pretendo estar lá novamente pra ver!

Se for como a última passagem pelo Brasil, será um dos melhores shows do ano.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Viva! Falaram mal!



Semana passada o Whiplash entrevistou o Superstitious. Foi muito legal e bacana, pois é dessa força que as bandas brasileiras de música própria precisam.

Você pode conferir a entrevista neste link: http://whiplash.net/materias/entrevistas/157232-superstitious.html

O mais legal foi ver, no espaço reservado aos comentários do público, que a banda já incomoda.

Em meio à maioria dos comentários que curtiram a banda e alguns que fizeram críticas construtivas, conseguimos perceber comentários de "crítica destrutiva", sem embasamento.

Isso é um passo importante para o Superstitious, porque indica um certo crescimento.

Se conheço bem o modus operandi do ser humano, e isso, claro, sem generalizar, ninguém ataca o que é insignificante.

Aposto que você, que lê este post agora, já xingou muito o Michel Teló e sua música. Eu também, é um saco mesmo.

Mas o cara é um sucesso em seu estilo e é o artista mais requisitado para shows no Brasil, hoje.

Ninguém xinga o zé da esquina que toca forró com letras pobres, coitado...

Portanto, quando você fizer alguma coisa, qualquer coisa, em qualquer área, quando começarem a falar mal, é hora de comemorar.

Uma barreira foi ultrapassada. A barreira da irrelevância.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Friday Fight - Ozzy x Dio

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O Friday Fight de hoje é extremamente difícil de se fazer. Tratam-se de dois ícones do Rock'n Roll que marcaram história, cada um de sua maneira: Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio.

Ozzy surgiu para o mundo juntamente com o Black Sabbath, banda que apresentou o Heavy Metal ao mundo e mudou ou inventou a forma de se fazer som pesado.

Alguns dos maiores clássicos da história da música foram gravados na voz de Ozzy, como Paranoid, Iron Man e Changes.

No palco, assume um jeito muito carismático de cantar e de se movimentar, como se fosse um velhinho de 120 anos, e isso desde quando ele tinha 20.

Tecnicamente, não é um exímio vocalista. Aliás, ele deve provocar calafrios em professores de técnica vocal cada vez que entoa alguma cantiga. Mas existe uma característica arrebatadora na voz de Ozzy: ninguém soa como ele, e isso é fato.

Você pode achar um imitador ou outro, mas o timbre dele é único e totalmente próprio. Ninguém faz igual.


Ronnie James Dio, que já não está entre nós, era um verdadeiro monstro dos vocais. Muitos o consideram o melhor vocalista de todos os tempos.

Integrou o Black Sabbath em 1980, gravando o clássico Heaven & Hell, mostrando ao mundo uma banda totalmente diferente, mais enérgica, melódica, e técnica. Era uma evolução completa.

Diz a lenda que foi Dio quem inventou o sinal do chifrinho, tão usado pelos headbangers. O cara é realmente um símbolo do Heavy Metal, em todos os aspectos.

O mais incrível do Dio é que ele manteve sua voz praticamente intacta até morrer. Sua voz não envelhecia, por mais que o tempo passasse, era incrível.


Pois bem, mas no Friday Fight só deve haver um vencedor........

Temos de um lado Ozzy, um dos caras mais carismáticos do Rock, fundador do Black Sabbath que foi um meteoro musical que caiu neste planeta. Possui um timbre de voz único e inimitável.

Do outro lado Dio, que foi dono de uma técnica vocal sensacional, dando novos ares e possibilidades à música do Black Sabbath. Talvez seja o vocalista mais respeitado do Heavy Metal.


Mas hoje, quem vence o Friday Fight é o Mr. Madman, Ozzy Osbourne.

Ozzy fez uma carreira solo espetacular e dois discos foram cruciais na minha decisão de hoje: No More Tears (1991) e Ozzmosis (1995). Esses dois álbuns são perfeitos do começo ao fim e são símbolos de um artista que soube manter-se no auge sempre, sem abrir mão da qualidade.

Adoro o Dio e seus álbuns pós Sabbath, mas não conseguiu a mesma consistência de Ozzy em seus trabalhos solo. Dio não soube se reinventar, ficou trancafiado nos anos 80 até sua morte (musicalmente falando).

Embora eu goste muito mais do Black Sabbath com o Dio, de um modo geral o Ozzy ganha por ter tido um conjunto da obra muito mais rico e diversificado.

Por isso, Mr. Madman, o cinturão hoje é seu!



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Geoff Tate fora do Queensryche



Há alguns dias foi anunciada a saída do vocalista Geoff Tate da banda Queensryche.
Eu digo: como assim?

Seria como se o Gene Simmons deixasse o Kiss, ou se Eddie Van Halen fosse demitido do Van Halen.

É verdade que o Queensryche lançou álbuns legais apenas até 1990, com o ótimo Empire, e que vivem da fama adquirida nessa fase, mas o Tate sempre foi a principal figura da banda, ainda mais após a saída do guitarrista Chris DeGarmo, um dos principais compositores na era de ouro da banda.

Vejo como um dos últimos passos para o fim de uma grande banda, que teve seu lugar na história do rock e agora perde um de seus fundadores.

Abaixo, o vídeo da Eyes of a Stranger, clássico absoluto de 1988.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Friday Fight - David Lee Roth x Sammy Hagar

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Nesse primeiro Friday Fight, eu coloco frente a frente essas duas lendas do Hard Rock, David Lee Roth e Sammy Hagar, que fizeram história no Van Halen.

Nunca houve unanimidade do público em relação a um ou outro, mas o fato que ninguém pode contestar é que existiram dois Van Halens completamente diferentes, dependendo de quem era o vocalista.

A fase Dave é festeira e fanfarrona, com músicas alegres e rápidas. Um Hard Rock mais puxado para o estilo das bandas de "Hard Glam", muito em voga na época, mas obviamente muito mais técnico pois não era toda banda que podia ter um tal Eddie Van Halen tocando guitarra.

Tecnicamente, Dave sempre foi muito mais um showman, com suas performances circenses e arrebatadoras de palco, do que um exemplo de bom cantor. Ele é um cara pra se ver ao vivo. Trata-se de um dos maiores front-man que pisaram no planeta Terra, está pra nascer outro igual.

Na fase Sammy, a banda demonstrou um amadurecimento e mudança musical signifcativa. É incrível comparar o último álbum de Roth (1984) com o primeiro de Sammy (5150) e constatar tamanha transformação de abordagem apenas com a troca de um único integrante. As músicas ficaram mais densas e carregadas, como se a banda tivesse largado a adolescência e entrado na fase adulta.

Sammy Hagar já era um vocalista experiente, surgiu no Montrose e tinha uma sólida carreira solo antes de entrar no VH. Com técnica vocal espetacular, levou a sonoridade da banda a outros patamares. No palco, agitava bastante, mas nesse quesito não há como vencer Mr. Diamond Dave.

Sem dúvidas, são duas grandes figuras que foram capazes de manter o Van Halen no topo, cada um da sua forma. Dave cantou hinos como Jump, Panama e Ain't Talk About Love. Sammy emprestou sua voz a clássicos como Dreams, Right Now e When it' Love.

Mas nesse Friday Fight, quem ganha, pra mim, é o "Red Rocker" Mr. Sammy Hagar, com louvores. 

É muita música boa nessa fase, não tem jeito. Além disso, sempre fui fã de seus agudos rasgados e das baladas que gravou. Dave é uma grande figura, mas fico com a técnica combinada com o feeling de Sammy.

Vitória de Sammy Hagar portanto, porém sem nocaute. Os dois são pesos pesados do Rock e brigam até o último round quando é pra decidir entre os dois.

Segue um vídeo do vencedor. Best of Both Worlds do álbum 5150, ao vivo:


terça-feira, 12 de junho de 2012

Música (bunda) no Brasil



Todo mundo já sabe que o avacalhado vitra hit no Brasil. Vide os funks RJ, "Ai se eu te pego", "tche tche rê"  e tantas outras pérolas.

Portanto tenho uma reclamação a fazer: cadê o pessoal do Rock pra avacalhar também? Precisamos de mais bandas como Ultraje a Rigor e Mamonas Assassinas pra chutar o balde, já que o povão curte letras com "apelo humorístico". Pelo menos é rock'n roll, pô!

Acho que a saída do inferno é essa hein!

Se ninguém se habilitar, vou pensar seriamente em montar um Ultraje Assasino, ou Mamonas a Rigor.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Vai dar P.I.P.A. na S.O.P.A





De volta ao blog depois de algum tempo!

Vou falar sobre a questão da censura na internet de sites de hospedagem de arquivos.

Na verdade, os projetos de regulação já foram vetados nos Estados Unidos, mas o assunto já deu pano pra manga nas últimas semanas, graças também ao fechamento do Megaupload, um dos principais sites de compartilhamentos de arquivos.

Isso me lembra da época do Napster, quando até o Metallica ficou nervosinho e processou os criadores do programa que veio a se extinguir.

Não adiantou nada e agora não vai adiantar nada fechar o Megaupload.

Existem vários outros sites de compartilhamento de arquivos e é praticamente impossível controlar o surgimento deles, por mais que peguem um ou outro pra "Cristo" de vez em quando.

A indústria cultural precisa se adaptar. Não adianta enfiar goela abaixo das novas gerações que elas devem pagar R$ 30,00 em um CD, mesmo ele sendo facilmente "baixável" pela internet.

A molecada (e a velharada também) hoje, são "ratos" de internet, acham tudo e baixam tudo, não tem como segurar isso.

Falando da indústria fonográfica, o que ela tem que entender é que o modelo comercial antigo na cabe mais.

Não tem como, ninguém mais consegue vender CDs. É uma mídia obsoleta queiram ou não.

As gravadoras tem agora que aprender com  a televisão. Isso mesmo, a televisão.

Quando você assiste um programa na TV, você paga DIRETAMENTE por ele? Sua mãe compra um DVD pra poder assistir a novela? Não. Seu pai compra um Blue Ray pra assistir o Campeonato Brasileiro? Também não.

Qual a grande diferença? O programa de televisão e a música são produtos do mesmo jeito, certo? A grande diferença é o modo em que se tira lucro dos dois.

A indústria fonográfica tem que aprender a lucrar indiretamente, igual a televisão faz, ou vai sucumbir "teimosamente".

E como fazer isso? Deixa eu pensar um pouco que eu digo pra vocês no próximo post.....(já estou aprendendo com a televisão hehehe)

terça-feira, 26 de julho de 2011

O negócio é morrer


Desde sábado, a notícia mais veiculada na mídia e nas conversas de cafezinho é a morte de Amy Winehouse.

Esqueceu-se até do louco da Noruega e da Roubalheira do Mundo 2014.

Não conhecia o som da Amy Winehouse, mas agora vou conhecer. Não porque eu quero, mas porque vai ser imposto.

Em qualquer lugar que eu entrar, seja uma loja de discos ou uma loja de meias, a defunta vai estar cantando no som ambiente.

Vai passar Globo Reporter da Amy, especial MTV, vão citar ela na cerimônia do Oscar e vai ter comediante imitando ela por anos a fio.

No mundo da música vão colocar Winehouse no mesmo "clube" de Hendrix, Joplin e Morrison dos mortos aos 27, achando tudo uma estranha coincidência.

A mulher vai vender mais discos do que nunca e será considerada A artista dos anos 20XX.

Tudo por que?

Morreu.

E não importam os motivos da morte nem a forma como ela era vista antes, o que importa é que morreu prematuramente e isso é o suficiente para criar-se mitos.

Pergunto: por que as pessoas não são valorizadas dessa forma antes de morrerem?

Respondo: Porque o ser humano comum tem medo do gênio vivo simplesmente por não suportar a idéia de que nunca vai chegar no mesmo nível. As pessoas não julgam os mortos simplesmente porque eles não representam ameaça.

E só resta homenageá-los, finalmente.

terça-feira, 29 de março de 2011

The Best Maiden Tribute e Iron Maiden

Na última sexta-feira fizemos um show de aquecimento para o Iron Maiden no Morumbi, do dia segunite.

Foi muito legal, a galera compareceu em peso e pudemos fazer um grande show, digno da homenagem que o Iron Maiden merece!

Fiquei feliz de poder ter dividido o palco com o Mario Pastore, cara super bacana e humilde, além de lenda do heavy metal brasileiro. Mandamos a Flight of Icarus, junto com o Fábio Elsas do Henceforth na batera, foi sensacional!

A banda está cada vez mais entrosada, tá todo mundo muito conectado. Até nos erros existe entrosamento heuheuheu


No sábado corri para o Morumbi ver os monstros. Foi um dos melhores shows em que eu já fui, acho até que foi O melhor. Estava a 30cm da grade e quando o Bruce subia na plataforma esquerda ele ficava muito perto! Ele até apontou pra mim e pro Flávio uma hora!!

Iron é Iron, e o set foi animal! Fizeram um apanhado justo de uma carreira gigantesca. Curti muito a Dance of Death. Só senti falta da Run to the Hills.

Gostei que eles voltaram a tocar a Blood Brothers!

Show do Iron é jogo ganho, você já vai sabendo que vai ser destruidor. Saí de lá cansado mas feliz.

Bem, o Bruce disse que eles voltarão e claro que estarei lá novamente.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Sindicato dos metaleiros nacionais

Nesta última semana tem ganhado uma certa repercussão no meio rocker, não sei ainda se a nível regional ou nacional, o desabafo público do vocalista Thiago Bianchi (Shaman e Karma).

Segue o dito cujo: http://whiplash.net/materias/news_857/119453-shaman.html

Pela repercussão que a carta aberta conseguiu, até parece que foi dito alguma novidade.

É o mesmo chororô que eu ouço há anos pela maioria do pessoal do meio.

E é claro, o press-release contém também a coisa mais estúpida que inventaram, desde que começaram a tocar pesado no Brasil: a apologia à tal da "União do Metal Nacional".

Sempre que ouço isso eu vejo a imagem de um metalúrgico ou bancário defendendo a "classe" em alguma assembléia grevista.

Música não é política. Vai fazer o que? Juntar todas as bandas, se unir, e obrigar o público a gostar das mesmas, na base da persuasão? Isso não faz sentido.

Claro que eu não defendo a filha-da-putagem entre as bandas. Passar a perna no outro, em qualquer área, é coisa de fracassado.

Mas sem essa de "vamos dar as mãos e nos unir contra o monstro feio da mídia que não nos dá espaço SÓ PORQUE NINGUÉM QUER NOS OUVIR."

Tá na hora de as bandas pararem de olhar para o próprio rei na barriga e começarem a pensar no que o público realmente quer. 

Falando em metal nacional, o que eu vejo é um monte de banda que mistura Angra com Dream Theater e acha que o público vai digerir isso tranquilamente, só porque é tecnicamente avançado.

Como um cara como o Thiago Bianchi que faz um som como o do Karma, pode reclamar de falta de espaço na grande mídia? Aquilo é muito chato de ouvir!

É preciso escolher. Ou eu toco música auto-indulgente, para o meu próprio prazer, ou eu toco música comercialmente viável, que possa atingir o máximo de pessoas possível.

E se eu também curtir o comercialmente viável, melhor ainda!

Poxa, até os caras super técnicos da música mundial só apareceram mesmo quando fizeram música para as massas. Vide o Steve Vai e a sua "For the Love of God", Rush com "Closer to the Heart", "Tom Sawyer" e Metallica com o "Black Album" inteiro!

E o pior de tudo é o Thiago Bianchi convocando todos a "fazerem alguma coisa pelo metal", sendo que o "fazer alguma coisa pelo metal" é ficar pedindo para as rádios e TVs que toquem metal nacional.

Porque eu deveria fazer isso? Isso parece coisa de Criança Esperança. "Faça caridade para o metal nacional".

Eu posso até ouvir o Didi Mocó dizendo isso.

Se eu ligar para uma rádio para pedir uma música, vai ser para pedir uma música que eu gosto. E não porque é metal nacional.

É a eterna "síndrome do coitadinho", típica da maioria dos brasileiros. "Poxa, larguei tudo pra viver de música e buá, buá...." E o cara que largou tudo pra abrir um negócio e trabalha dia e noite pra sobreviver, sem reclamar?

Sou a favor de esquecerem o termo "Metal Nacional" e começarem a se preocupar com a música e seu público. Só. Pois nesse meio as duas únicas coisas que importam são: a MÚSICA e a PESSOA que vai ouvi-la.

Simples? Pois é. Mas como tem gente que adora complicar.....

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dio

E o Dio morreu.

Quem diria que o Dio morreria um dia. E foi, bravamente, aos 67 anos, lutando contra o câncer.

Eu considero o Dio uma instituição no mundo da música. Ele representa o Heavy Metal na sua essência e é um dos raros casos de unanimidade na música.

Seguiu cantando impecavelmente até seus últimos shows. Foi impressionante como ele conseguiu manter o alto nível de sua voz ao longo da vida.

Acho o Holy Diver da carreira solo e o Heaven & Hell, com o Black Sabbath, as obras definitivas do Dio. Ouvi muito esses discos. São eternos clássicos.

Quanto às músicas eu destaco a “Caught In the Middle”, do Holy Diver que ,apesar de não ser tão famosa quanto outras, é minha preferida. Ele fundiu Heavy Metal com Hard Rock à perfeição nessa música. Nota 10.

Segue um vídeo dela, ao vivo!

God Bless Dio!



domingo, 16 de maio de 2010

Bandas cover

Muito se fala sobre a proliferação das bandas covers e o domínio das mesmas no cenário rock/metal, principalmente em São Paulo. As casas de show e rock bares simplesmente não permitem que bandas de som próprio toquem em dias chave como sexta-feira e sábado.

Já ouvi muita gente metendo o pau nas casas por elas não "apoiarem" as bandas de som próprio, de não darem "chance". Mas a função desses lugares não é apoiar nem dar chance pra ninguém. Até onde eu saiba eles não são instituições de caridade.

A casa põe pra tocar o que atrai público, independente de ser banda cover ou não. O sujeito que tem um rock bar, tem um negócio e sendo assim tem que operar com superávit, não pode ter prejuízo.

O grande responsável pelo domínio das bandas covers é o público e chegando mais longe: as bandas de som autoral são tão culpadas quanto o público.

Quando uma banda faz o mais do mesmo, já perdeu de cara pras bandas consagradas, homenageadas pelas bandas tributo. Se uma banda faz um som igual ao do Iron Maiden, na verdade ela é igualzinho à banda cover, só que com a desvantagem de tocar músicas que ninguém conhece. Aí não há como competir. O povo vai querer ver o Iron cover mesmo, com as músicas conhecidas.

O que existe então, não é a "praga" das bandas covers, e sim a falta de coisas novas.

As bandas "emo", por mais que se fale mal delas, são a evolução natural o Rock. Elas dão muito certo porque apostaram em algo novo. Quem gosta de bandas como NX Zero e Fresno não possui referências anteriores para o mesmo tipo de som, portanto são os shows dessas bandas que esse público vai curtir.

Alías, a história do rock sempre foi assim. Sendo simplista:

Rock'n Roll (Beatles, Led Zeppelin), Heavy Metal (Black Sabbath, Iron Maiden), Hard Rock (Bon Jovi, Guns 'n Roses), Grunge (Nirvana, Pearl Jam), New Metal (Linkin' Park, System of a Down), Emo (Paramore, Simple Plan).

Quem vai dar o próximo passo?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Produção de áudio

Adoro mexer com áudio.

Desde os remotos tempos, lá quando eu tinha uns 12, 13 anos era fascinado por essa coisa de gravar áudio.

Eu tinha um gravadorzinho guerreiro que gravava tudo que tocava na rádio. Quer dizer, tudo o que eu gostava, claro. Lotei uma gaveta de fitas K7 com tecos de músicas garimpadas do rádio, tenho-as até hoje.

Mais tarde, quando comecei a tocar guitarra e cantar, fazia um esquema de gravação muito primata que consistia em combinar 2 decks de fita k7 no aparelho de som. Por exemplo, gravava a base de guitarra em uma fita, depois usava esse deck como playback para ser gravado solo e base juntas no deck 2. Uma trabalheira.

Depois comecei a gravar no PC. Aí tudo ficou mais fácil. Principalmente quando conheci e aprendi a mexer nos softwares multitracks. Um verdadeiro playground pra quem gosta de fazer músicas.

Comecei a gravar muita coisa. Aprendi muito, e acabei gravando meus dois trabalhos solo. Tenho sempre a premissa de que só posso gravar um trabalho novo se ele superar em qualidade o anterior. É uma forma de forçar uma evolução e não me acomodar.

O próximo passo agora é o primeirão do Superstitious. Em termos de produção vai ser maior e melhor que tudo que eu já fiz, até porque tem 5 cabeças trabalhando em cima desse debut. Também nunca estive envolvido com músicas tão legais e tenho certeza que a gente vai fazer muito barulho na cena.

Quem viver verá, quem não viver morrerá.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Iron Cover

Hoje ensaiei com um Iron cover. Faz muito tempo que eu não tocava Iron, lembrei dos velhos tempos. O que não mudou foi a dificuldade. Complicado cantar Iron, sempre vai ser.

Pessoal bacana, vou tocar com eles no Blackmore dia 12, no Carnametal, evento que eles fazem no Carnaval com 5 dias seguidos de bandas.

Bom pra desenferrujar e se divertir, mas minha fase de Maiden cover já passou. Não me vejo mais tocando permanentemente em uma banda tributo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Velho amigo

Ressuscitei meu Crate cubinho esses dias. Tá muito baleado o coitado. De vez em quando precisa dar uns trancos pra funcionar. Mas como é bom tocar guitarra em um amplificador de verdade.

Passei muito tempo usando simuladores e distorções digitais do computador pra tocar, até pela praticidade caso precisasse gravar alguma idéia.

Mudar a referência do som da guitarra faz bem de vez em quando. Estava com um bloqueio chato ultimamente pra compor, mas foi só trocar pro cubinho que a inspiração voltou. Várias idéias surgindo.

Vou começar a fazer uns testes de gravação de guitarra, com microfonação do ampli, que é como deve ser. É muito mais difícil e exige mais paciência do que usar uma pedaleira virtual pré-timbrada, mas o resultado é recompensador.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rabbit Band

Um dos grandes momentos do músico, senão o maior, é o momento de compor. É a razão em si de o músico existir. O cara pode não ter visual, pode não ser nem famoso e nem profissional, mas na hora que ele termina de criar uma música todas as outras coisas ficam menores.

Digo isso porque o Superstitious é a primeira banda que eu participo que é fortíssima nas composições. Nossa produtividade é sensacional, toda hora tem uma música pra trabalhar. Em pouco mais de 2 anos de banda, com diversas trocas de formação, somamos 19 músicas e com muitas idéias ainda por vir. O legal é que quanto mais você compõe, mais você percebe que as possibilidades são infinitas. Pra dizer a verdade, é um vício saudável.

Compor com banda é também um exercício de administração de ego também. Envolve criações individuais que devem servir ao grupo e isso é bem delicado. É preciso humildade e cabeça aberta de todos os membros pra dar certo. Esse aspecto é tão importante que temos uma tonelada de exemplos no meio da música "mainstream" de bandas que se deterioraram em função de "divergências musicais".

Pra nossa sorte, nosso grupo é bem centrado nesse sentido e com 19 música compostas, acredito que se fôssemos uma cambada de moleques de 15 anos, isso já teria dado merda faz tempo.

Essa maturidade nos dá o prêmio de contar com músicas com criatividade multiplicada por 5, e posso dizer que com sonoridade totalmente dependente da atual formação. Do pouco que sei, é daí que surge a identidade musical de uma banda e isso, mais do qualquer coisa, é o auge pra um músico.

Mal posso esperar pelo nosso debut, porque, com toda humildade: precisamos que o mundo nos ouça.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Heavy Metal x EMO

Esse aqui é um post em resposta a um tópico do orkut, na comunidade "Vocalistas de Metal". Uma moça postou um vídeo qualquer do Fresno, banda de emocore, destaque na premiação do último prêmio Vídeo Music Brasil. O tópico transformou-se (mais uma vez) em uma sequência de lamentações, culpando mídia, culpando o "consumidor de música brasileiro que não tem cultura", acusando a famosa falta de união do metal brasileiro e todos esses clichês "self pitters". Segue minha resposta, que eu publico aqui também:

" O problema do metal é que tudo que é bom em relação a esse estilo parece já ter sido feito.

As bandas novas de prog, heavy, trash, death, black, doom, hard e etc já tem um equivalente gigante que estourou nos anos 80.

Então por mais que a gente conquiste a molecadinha nova, mais cedo ou mais tarde ela vai descobrir que bandas do mesmo estilo explodiram entre a década de 80 e 90, lotaram estádios e possuem uma discografia consolidada com clássicos consagrados.

Pra que o moleque vai se dedicar à banda "nova" se já tem um equivalente com sua obra completa daquele tipo de som que ela gosta e que existem uma porrada de fãs já estabelecidos com os quais esse moleque vai poder trocar altas idéias e conhecimentos sobre a banda?

Eu acredito que o metal comporta uma quantidade X de bandas para satisfazer o mercado consumidor desse estilo. E essa quantidade já está esgotada faz tempo!

Vc pode fazer um heavy metal perfeito, de qualidade e talz. Temos vários exemplos. Mas o mercado consumidor já saturou.

Pq nenhum refrigerante de cola bate a Coca-Cola? Falta união? Falta espaço? Não, na verdade o mercado pra esse produto já está satisfeito há muito tempo. O cara tem que inventar um outro tipo de refrigerante.

Por isso que o EMO fez sucesso. É algo completamente novo que a molecada não tinha referência alguma. Com a música juntou-se o estilo (roupas, penteados, comportamento) e está feita a tribo e a febre.

O pessoal do metal tem uma raiva absurda dessa galera pq é mais uma prova de que o auge do heavy metal da forma que gostamos está em um passado cada vez mais distante. "