Esse aqui é um post em resposta a um tópico do orkut, na comunidade "Vocalistas de Metal". Uma moça postou um vídeo qualquer do Fresno, banda de emocore, destaque na premiação do último prêmio Vídeo Music Brasil. O tópico transformou-se (mais uma vez) em uma sequência de lamentações, culpando mídia, culpando o "consumidor de música brasileiro que não tem cultura", acusando a famosa falta de união do metal brasileiro e todos esses clichês "self pitters". Segue minha resposta, que eu publico aqui também:
" O problema do metal é que tudo que é bom em relação a esse estilo parece já ter sido feito.
As bandas novas de prog, heavy, trash, death, black, doom, hard e etc já tem um equivalente gigante que estourou nos anos 80.
Então por mais que a gente conquiste a molecadinha nova, mais cedo ou mais tarde ela vai descobrir que bandas do mesmo estilo explodiram entre a década de 80 e 90, lotaram estádios e possuem uma discografia consolidada com clássicos consagrados.
Pra que o moleque vai se dedicar à banda "nova" se já tem um equivalente com sua obra completa daquele tipo de som que ela gosta e que existem uma porrada de fãs já estabelecidos com os quais esse moleque vai poder trocar altas idéias e conhecimentos sobre a banda?
Eu acredito que o metal comporta uma quantidade X de bandas para satisfazer o mercado consumidor desse estilo. E essa quantidade já está esgotada faz tempo!
Vc pode fazer um heavy metal perfeito, de qualidade e talz. Temos vários exemplos. Mas o mercado consumidor já saturou.
Pq nenhum refrigerante de cola bate a Coca-Cola? Falta união? Falta espaço? Não, na verdade o mercado pra esse produto já está satisfeito há muito tempo. O cara tem que inventar um outro tipo de refrigerante.
Por isso que o EMO fez sucesso. É algo completamente novo que a molecada não tinha referência alguma. Com a música juntou-se o estilo (roupas, penteados, comportamento) e está feita a tribo e a febre.
O pessoal do metal tem uma raiva absurda dessa galera pq é mais uma prova de que o auge do heavy metal da forma que gostamos está em um passado cada vez mais distante. "
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Segunda-feira
Rolou ontem ensaio do Superstitious. Foi bem legal, com destaque pra "Standing by Your Side", uma música que tinhamos finalizado faz algum tempo mas que nunca ensaiamos pra valer. O riff dela é um dos que eu mais gosto e a música em si tem um apelo comercial muito forte. É bem radiofônica, com certeza.
Falta acertar umas 3 músicas ainda, mas estamos nos "finalmente". Em breve a decisão do tracklist.
Falta acertar umas 3 músicas ainda, mas estamos nos "finalmente". Em breve a decisão do tracklist.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Ensaio
Próximo domingo tem ensaio do Superstitious. Pela primeira vez vamos ensaiar o nosso set completo de músicas próprias. É uma conquista, com certeza. Poder preencher 2 horas de ensaio apenas com músicas nossas não foi fácil não.
Temos 14 músicas e cerca de 10 entrarão no álbum de estréia. Vamos ensaiar exaustivamente todas pra sentir quais merecem ser gravadas. Hoje eu já tenho um tracklist na minha cabeça, mas precisamos ver o que o grupo sente tocando as músicas.
É duro fazer o corte nas que ficarão de fora, vai ser uma escolha difícil.
Espero termos maturidade pra isso.
Bom, o que eu tenho a dizer é que esse é um problema bacana de se ter....veremos.
Temos 14 músicas e cerca de 10 entrarão no álbum de estréia. Vamos ensaiar exaustivamente todas pra sentir quais merecem ser gravadas. Hoje eu já tenho um tracklist na minha cabeça, mas precisamos ver o que o grupo sente tocando as músicas.
É duro fazer o corte nas que ficarão de fora, vai ser uma escolha difícil.
Espero termos maturidade pra isso.
Bom, o que eu tenho a dizer é que esse é um problema bacana de se ter....veremos.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Antiética
Outro dia eu descobri que meu álbum solo estava sendo comercializado pela internet pela bagatela de R$ 5,00. Estava pesquisando sobre o álbum no orkut e me deparei com um tópico em uma comunidade qualquer que enviava pra quem quisesse o álbum, pela módica quantia. Ainda apresentava o produto: "Metal Nacional, original, debut".
Primeiro que já começou com informação errada. O disco em questão era o "Behind the Sun", meu segundo trabalho e não o debut. Segundo é que pra fazer algo assim, alguém tem que ter pelo menos o mínimo de inteligência. Consegui descobrir a identidade do vendedor e onde trabalhava, apenas pelo seu perfil no orkut. Quem faz isso não pode se expor dessa forma, é facilmente descoberto.
No final das contas descobri que tratáva-se de um redator de um webzine para o qual eu tinha mandado uma cópia do disco para crítica. Algo que eu mandei para a divulgação e para colaborar com conteúdo do site estava servindo de mercadoria por aí. É mole?
Mandei um e-mail descendo o verbo e quero acreditar que a pessoa aprendeu a lição. São coisas como essa que desestimulam a produção musical no Brasil.
Fora que dificilmente alguém compraria o cd. Não se compra mais cd há algum tempo. Tanto que desde que comecei a prensar meus trabalhos, o produto material sempre foi usado para divulgação. O público em geral pode tranquilamente baixar o álbum completo no site oficial.
É uma tendência na qual eu acredito, até mesmo porque não tem como ficar dando murro em ponta de faca como muitas bandas fazem ao recriminar os downloads. Há quem condene, eu estimulo.
O que eu condeno mesmo é essa palhaçada de vender a produção alheia, algo totalmente baixo e antiético. Isso tem que ser exterminado com certeza.
Primeiro que já começou com informação errada. O disco em questão era o "Behind the Sun", meu segundo trabalho e não o debut. Segundo é que pra fazer algo assim, alguém tem que ter pelo menos o mínimo de inteligência. Consegui descobrir a identidade do vendedor e onde trabalhava, apenas pelo seu perfil no orkut. Quem faz isso não pode se expor dessa forma, é facilmente descoberto.
No final das contas descobri que tratáva-se de um redator de um webzine para o qual eu tinha mandado uma cópia do disco para crítica. Algo que eu mandei para a divulgação e para colaborar com conteúdo do site estava servindo de mercadoria por aí. É mole?
Mandei um e-mail descendo o verbo e quero acreditar que a pessoa aprendeu a lição. São coisas como essa que desestimulam a produção musical no Brasil.
Fora que dificilmente alguém compraria o cd. Não se compra mais cd há algum tempo. Tanto que desde que comecei a prensar meus trabalhos, o produto material sempre foi usado para divulgação. O público em geral pode tranquilamente baixar o álbum completo no site oficial.
É uma tendência na qual eu acredito, até mesmo porque não tem como ficar dando murro em ponta de faca como muitas bandas fazem ao recriminar os downloads. Há quem condene, eu estimulo.
O que eu condeno mesmo é essa palhaçada de vender a produção alheia, algo totalmente baixo e antiético. Isso tem que ser exterminado com certeza.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Músicas x Shows
Antes de qualquer coisa, uma banda deve se preocupar com duas coisas primordialmente: músicas e shows. Claro que estou falando de banda autoral, e não bandas covers que têm um objetivo completamente diferente. Uma banda original, que quer ter seu espaço no mundo na música, deve todo dia de manhã se fazer as duas perguntas cruciais: Eu tenho músicas suficientes? Minha agenda de shows está movimentada? A base de qualquer banda se baseia nessas duas perguntas, e minha experiência nesse ramo não me deixa dúvidas disso.
Já tive banda que tinha ótimas músicas, músicos excelentes, mas que dificilmente tocava ao vivo. Sem fazer shows, uma banda mais cedo ou mais tarde se desfaz. Privar uma banda de se apresentar ao vivo, é como tirar um orgão vital de uma pessoa. É impossível sobreviver. Podemos dizer que uma banda que só faz compor e não toca ao vivo funciona na teoria mas não se sabe na prática. É como se a medicina só existisse nos livros.
Por outro lado, já tive banda que era uma máquina de fazer shows. Agenda lotada e muita empolgação. Quantas músicas próprias? 1 (uma). Isso não durou muito, claro, pois como se deve deduzir, precisamos preencher todo o resrto do set com covers. Ser uma banda cover não estava nos nossos planos, entramos em colapso.
Isso tem provado pra mim que sem músicas próprias e sem se apresentar nenhuma banda sai do papel. Composição é coração, show é pulmão. Um não vive sem o outro. Fato.
No Superstitious por enquanto estamos tranquilos em relação a isso. Temos por volta de 14 músicas em pouco mais de 2 anos de banda. Bela produtividade. Convites para tocar também não faltam e após a gravação do debut a divulgação vai ser maciça. O caminho é esse, agora é manter o foco.
Já tive banda que tinha ótimas músicas, músicos excelentes, mas que dificilmente tocava ao vivo. Sem fazer shows, uma banda mais cedo ou mais tarde se desfaz. Privar uma banda de se apresentar ao vivo, é como tirar um orgão vital de uma pessoa. É impossível sobreviver. Podemos dizer que uma banda que só faz compor e não toca ao vivo funciona na teoria mas não se sabe na prática. É como se a medicina só existisse nos livros.
Por outro lado, já tive banda que era uma máquina de fazer shows. Agenda lotada e muita empolgação. Quantas músicas próprias? 1 (uma). Isso não durou muito, claro, pois como se deve deduzir, precisamos preencher todo o resrto do set com covers. Ser uma banda cover não estava nos nossos planos, entramos em colapso.
Isso tem provado pra mim que sem músicas próprias e sem se apresentar nenhuma banda sai do papel. Composição é coração, show é pulmão. Um não vive sem o outro. Fato.
No Superstitious por enquanto estamos tranquilos em relação a isso. Temos por volta de 14 músicas em pouco mais de 2 anos de banda. Bela produtividade. Convites para tocar também não faltam e após a gravação do debut a divulgação vai ser maciça. O caminho é esse, agora é manter o foco.
Novo Blog
Ae galera! Estou criando este blog para organizar minhas idéias e compartilhar diversas atualizações em relação ao Superstitious ( www.myspace.com/superstitiouspace ), banda em que eu toco, como vocalista, e ao meu trabalho solo, que você pode conhecer melhor em www.luiswasques.cjb.net.
Começo dizendo que o Superstitious está na fase final de preparação para a gravação do primeiro álbum. Temos ensaiado bastante. Passamos por alguns contratempos, principalmente pela troca de baixista. Não é fácil reestruturar o time, requer muita paciência. O Daniel mostrou-se um cara bem bacana e com um potencial gigantesco. Vai crescer junto com a gente, não tenho dúvidas.
O próximo passo é entrar em estúdio definitivamente. Todos temos pouca experiência em gravação, portanto será um desafio e tanto. Estou ansioso pra caramba, e não quero que isso demore. Quero cair logo na estrada pra galera conhecer nosso som.
Paralelamente aos trabalhos para gravação, as composições vão surgindo. Estamos finalizando a demo da "Shining on Me", primeira música com a participação de todos os integrantes. Em breve ela estará no myspace, aguardem.
Por enquanto é isso. Pretendo atualizar esse blog constantemente, portanto fiquem ligados!
Começo dizendo que o Superstitious está na fase final de preparação para a gravação do primeiro álbum. Temos ensaiado bastante. Passamos por alguns contratempos, principalmente pela troca de baixista. Não é fácil reestruturar o time, requer muita paciência. O Daniel mostrou-se um cara bem bacana e com um potencial gigantesco. Vai crescer junto com a gente, não tenho dúvidas.
O próximo passo é entrar em estúdio definitivamente. Todos temos pouca experiência em gravação, portanto será um desafio e tanto. Estou ansioso pra caramba, e não quero que isso demore. Quero cair logo na estrada pra galera conhecer nosso som.
Paralelamente aos trabalhos para gravação, as composições vão surgindo. Estamos finalizando a demo da "Shining on Me", primeira música com a participação de todos os integrantes. Em breve ela estará no myspace, aguardem.
Por enquanto é isso. Pretendo atualizar esse blog constantemente, portanto fiquem ligados!
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