Muito se fala sobre a proliferação das bandas covers e o domínio das mesmas no cenário rock/metal, principalmente em São Paulo. As casas de show e rock bares simplesmente não permitem que bandas de som próprio toquem em dias chave como sexta-feira e sábado.
Já ouvi muita gente metendo o pau nas casas por elas não "apoiarem" as bandas de som próprio, de não darem "chance". Mas a função desses lugares não é apoiar nem dar chance pra ninguém. Até onde eu saiba eles não são instituições de caridade.
A casa põe pra tocar o que atrai público, independente de ser banda cover ou não. O sujeito que tem um rock bar, tem um negócio e sendo assim tem que operar com superávit, não pode ter prejuízo.
O grande responsável pelo domínio das bandas covers é o público e chegando mais longe: as bandas de som autoral são tão culpadas quanto o público.
Quando uma banda faz o mais do mesmo, já perdeu de cara pras bandas consagradas, homenageadas pelas bandas tributo. Se uma banda faz um som igual ao do Iron Maiden, na verdade ela é igualzinho à banda cover, só que com a desvantagem de tocar músicas que ninguém conhece. Aí não há como competir. O povo vai querer ver o Iron cover mesmo, com as músicas conhecidas.
O que existe então, não é a "praga" das bandas covers, e sim a falta de coisas novas.
As bandas "emo", por mais que se fale mal delas, são a evolução natural o Rock. Elas dão muito certo porque apostaram em algo novo. Quem gosta de bandas como NX Zero e Fresno não possui referências anteriores para o mesmo tipo de som, portanto são os shows dessas bandas que esse público vai curtir.
Alías, a história do rock sempre foi assim. Sendo simplista:
Rock'n Roll (Beatles, Led Zeppelin), Heavy Metal (Black Sabbath, Iron Maiden), Hard Rock (Bon Jovi, Guns 'n Roses), Grunge (Nirvana, Pearl Jam), New Metal (Linkin' Park, System of a Down), Emo (Paramore, Simple Plan).
Quem vai dar o próximo passo?
domingo, 16 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Gravações: baixo
Terminamos as gravações de baixo do debut do Superstitious. Ficaram animais! Superaram todas as expectativas.
O baixo é muito importante pra definir o peso das músicas. Essa fase do processo é crucial e na minha opinião fizemos um grande trabalho. O Daniel usou dois baixos diferentes e o resultado foi fantástico, tanto no timbre como na execução.
Agora é a vez dos teclados. E as músicas vão tomando forma...
O baixo é muito importante pra definir o peso das músicas. Essa fase do processo é crucial e na minha opinião fizemos um grande trabalho. O Daniel usou dois baixos diferentes e o resultado foi fantástico, tanto no timbre como na execução.
Agora é a vez dos teclados. E as músicas vão tomando forma...
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Produção de áudio
Adoro mexer com áudio.
Desde os remotos tempos, lá quando eu tinha uns 12, 13 anos era fascinado por essa coisa de gravar áudio.
Eu tinha um gravadorzinho guerreiro que gravava tudo que tocava na rádio. Quer dizer, tudo o que eu gostava, claro. Lotei uma gaveta de fitas K7 com tecos de músicas garimpadas do rádio, tenho-as até hoje.
Mais tarde, quando comecei a tocar guitarra e cantar, fazia um esquema de gravação muito primata que consistia em combinar 2 decks de fita k7 no aparelho de som. Por exemplo, gravava a base de guitarra em uma fita, depois usava esse deck como playback para ser gravado solo e base juntas no deck 2. Uma trabalheira.
Depois comecei a gravar no PC. Aí tudo ficou mais fácil. Principalmente quando conheci e aprendi a mexer nos softwares multitracks. Um verdadeiro playground pra quem gosta de fazer músicas.
Comecei a gravar muita coisa. Aprendi muito, e acabei gravando meus dois trabalhos solo. Tenho sempre a premissa de que só posso gravar um trabalho novo se ele superar em qualidade o anterior. É uma forma de forçar uma evolução e não me acomodar.
O próximo passo agora é o primeirão do Superstitious. Em termos de produção vai ser maior e melhor que tudo que eu já fiz, até porque tem 5 cabeças trabalhando em cima desse debut. Também nunca estive envolvido com músicas tão legais e tenho certeza que a gente vai fazer muito barulho na cena.
Quem viver verá, quem não viver morrerá.
Desde os remotos tempos, lá quando eu tinha uns 12, 13 anos era fascinado por essa coisa de gravar áudio.
Eu tinha um gravadorzinho guerreiro que gravava tudo que tocava na rádio. Quer dizer, tudo o que eu gostava, claro. Lotei uma gaveta de fitas K7 com tecos de músicas garimpadas do rádio, tenho-as até hoje.
Mais tarde, quando comecei a tocar guitarra e cantar, fazia um esquema de gravação muito primata que consistia em combinar 2 decks de fita k7 no aparelho de som. Por exemplo, gravava a base de guitarra em uma fita, depois usava esse deck como playback para ser gravado solo e base juntas no deck 2. Uma trabalheira.
Depois comecei a gravar no PC. Aí tudo ficou mais fácil. Principalmente quando conheci e aprendi a mexer nos softwares multitracks. Um verdadeiro playground pra quem gosta de fazer músicas.
Comecei a gravar muita coisa. Aprendi muito, e acabei gravando meus dois trabalhos solo. Tenho sempre a premissa de que só posso gravar um trabalho novo se ele superar em qualidade o anterior. É uma forma de forçar uma evolução e não me acomodar.
O próximo passo agora é o primeirão do Superstitious. Em termos de produção vai ser maior e melhor que tudo que eu já fiz, até porque tem 5 cabeças trabalhando em cima desse debut. Também nunca estive envolvido com músicas tão legais e tenho certeza que a gente vai fazer muito barulho na cena.
Quem viver verá, quem não viver morrerá.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Tributo: Alone - Heart
Gravei uma música do Heart, banda que eu gosto muito, principalmente a fase dos anos 80.
Regravar músicas de vocal feminino é osso. O registro delas costuma ser bem alto.
Ficou assim: Alone - download
Regravar músicas de vocal feminino é osso. O registro delas costuma ser bem alto.
Ficou assim: Alone - download
segunda-feira, 22 de março de 2010
Gravação de batera
Esse último final de semana foi especial. Finalmente entramos em estúdio pra gravar nosso disco de estréia.
Depois de tantos planos e expectativa, parece que agora o bicho sai.
As gravações de bateria não poderiam ter sido melhores. Não sabíamos bem como tudo ia transcorrer, afinal, seriam 13 músicas pra gravar em cerca de 20 horas, fora a arrumação da batera, que não é simples.
Sorte a nossa que temos um puta de um baterista. O Flávio desceu a mão sem dó, nem pareceu que era marinheiro de primeira viagem em estúdio.
Isso, somado ao extremo profissionalismo do pessoal do Ultra-Sônica, resultou numa sessão de gravações sem stress, nem enrolação.
Missão cumprida, agora é trabalhar o material e partir pra gravação do baixo.
Hasta la vista!
Depois de tantos planos e expectativa, parece que agora o bicho sai.
As gravações de bateria não poderiam ter sido melhores. Não sabíamos bem como tudo ia transcorrer, afinal, seriam 13 músicas pra gravar em cerca de 20 horas, fora a arrumação da batera, que não é simples.
Sorte a nossa que temos um puta de um baterista. O Flávio desceu a mão sem dó, nem pareceu que era marinheiro de primeira viagem em estúdio.
Isso, somado ao extremo profissionalismo do pessoal do Ultra-Sônica, resultou numa sessão de gravações sem stress, nem enrolação.
Missão cumprida, agora é trabalhar o material e partir pra gravação do baixo.
Hasta la vista!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Iron Cover
Hoje ensaiei com um Iron cover. Faz muito tempo que eu não tocava Iron, lembrei dos velhos tempos. O que não mudou foi a dificuldade. Complicado cantar Iron, sempre vai ser.
Pessoal bacana, vou tocar com eles no Blackmore dia 12, no Carnametal, evento que eles fazem no Carnaval com 5 dias seguidos de bandas.
Bom pra desenferrujar e se divertir, mas minha fase de Maiden cover já passou. Não me vejo mais tocando permanentemente em uma banda tributo.
Pessoal bacana, vou tocar com eles no Blackmore dia 12, no Carnametal, evento que eles fazem no Carnaval com 5 dias seguidos de bandas.
Bom pra desenferrujar e se divertir, mas minha fase de Maiden cover já passou. Não me vejo mais tocando permanentemente em uma banda tributo.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Velho amigo
Ressuscitei meu Crate cubinho esses dias. Tá muito baleado o coitado. De vez em quando precisa dar uns trancos pra funcionar. Mas como é bom tocar guitarra em um amplificador de verdade.
Passei muito tempo usando simuladores e distorções digitais do computador pra tocar, até pela praticidade caso precisasse gravar alguma idéia.
Mudar a referência do som da guitarra faz bem de vez em quando. Estava com um bloqueio chato ultimamente pra compor, mas foi só trocar pro cubinho que a inspiração voltou. Várias idéias surgindo.
Vou começar a fazer uns testes de gravação de guitarra, com microfonação do ampli, que é como deve ser. É muito mais difícil e exige mais paciência do que usar uma pedaleira virtual pré-timbrada, mas o resultado é recompensador.
Passei muito tempo usando simuladores e distorções digitais do computador pra tocar, até pela praticidade caso precisasse gravar alguma idéia.
Mudar a referência do som da guitarra faz bem de vez em quando. Estava com um bloqueio chato ultimamente pra compor, mas foi só trocar pro cubinho que a inspiração voltou. Várias idéias surgindo.
Vou começar a fazer uns testes de gravação de guitarra, com microfonação do ampli, que é como deve ser. É muito mais difícil e exige mais paciência do que usar uma pedaleira virtual pré-timbrada, mas o resultado é recompensador.
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